Como as criptomoedas poderiam ajudar imigrantes a enviarem mais dinheiro para suas famílias

Tempo de leitura: 3 minutos

Talvez você nunca tenha parado para pensar nisso, mas o mercado de transferência de dinheiro pode ser uma questão de vida ou morte para algumas pessoas.

Imigrantes vindos da Somália, por exemplo, tem que enviar dinheiro para a família, já que o país não possui um governo em funcionamento. Neste contexto, o dinheiro pode significar a diferença entre famílias passarem fome ou terem o suficiente para se alimentar.

Para piorar, os serviços de transferências internacionais tradicionais, além de serem extremamente burocráticos, possuem taxas altíssimas, que acabam consumindo parte relevante do dinheiro a ser enviado.

 

A indústria multibilionária de transferências internacionais

Esse tipo de serviço de transferência é uma indústria multibilionária, já que imigrantes em todo o mundo precisam muitas vezes enviar seus salários para familiares em seus países de origem. Para se ter uma ideia, em 2017, tais transferências internacionais totalizaram mais de US$ 55 bilhões, vindos dos Estados Unidos para o México, Índia e China.

Todo esse dinheiro foi movimentado através do sistema tradicional de transferências, que usa bancos ou casas de câmbio como intermediários e que são responsáveis por adicionar taxas abusivas ao serviço. Mas e se houvesse uma outra opção, sem intermediários? A solução parece ser as criptomoedas.

Muitos remetentes preferem usar criptomoedas para efetuar transferências, pelo menos foi o que afirmaram 4 entre 5 pessoas, em uma pesquisa recente feita pela Mechanical Turk, com cerca de 700 pessoas.

Porém, na prática, pouquíssimas pessoas efetivamente utilizaram criptomoedas como forma de transferência monetária, apenas 16% dos entrevistados. Uma parte relevante dos entrevistados também declararam não possuir muita familiaridade com as moedas digitais.

A maioria das pessoas que enviam dinheiro para outros países, acabam gastando muito em taxas de envio. Mais da metade dos 700 entrevistados usavam o Paypal ou um serviço de transferência de dinheiro como a Western Union, casa de câmbio presente em vários países.

Para enviar US$500,00 pela Western Union por exemplo, o custo de envio seria de 6% do dinheiro enviado. O que significa que se perde US$30,00 para cada US$500,00 enviados.

De acordo com a pesquisa, os entrevistados enviam em média 5 transferências ao mês.  A cada vez, eles enviam cerca de US$650,00. Considerando uma taxa de 6%, significa que os trabalhadores imigrantes estão perdendo algumas centenas de dólares por ano de seu suado dinheiro por conta dos intermediários.

 

A solução para transferências internacionais mais justas: as criptomoedas

A solução para este problema parece estar nas criptomoedas: para elas, as fronteiras são inexistentes, e além de serem capazes de efetuar transferências quase que instantâneas, o não uso de intermediários faz com que as taxas sejam extremamente baixas.

As criptomoedas ainda representam uma tecnologia em ascensão. Para que elas sejam adotadas em massa é preciso de empreendedores com visão de futuro, que sejam capazes de trazer benefícios tecnológicos, especialmente para os grupos que mais precisam.

Usando soluções baseadas em criptomoedas para transferências internacionais, acredita-se que bilhões de dólares seriam economizados. Famílias em todo o mundo ganhariam dinheiro extra, se ao menos estivessem familiarizadas com o tema, e fossem capazes de adotar essa modalidade em massa.

 

Queremos saber a sua opinião, quais outros tipos de serviços poderiam beneficiar os usuários através das moedas digitais?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *